A ROLHA PORTUGUESA

EM DEFESA DA CORTIÇA NACIONAL

Wednesday, March 15, 2006

Reciclar Rolhas de Cortiça





A cortiça natural é biodegradável, mas pode também ser reciclada. Muitos países têm vindo a desenvolver iniciativas de reciclagem, visando a conservação deste valioso recurso. As iniciativas de reciclagem de rolhas de cortiça ajudam a reutilizar este recurso natural. Apesar de a cortiça reciclada jamais ser reutilizada para efeitos de rolhas para vinhos, existem muitas aplicações alternativas - produção de quadros de afixação, marcadores, bases para copos, pavimentos, juntas de culatra, material de isolamento - para dar apenas alguns exemplos. Iniciativas de reciclagem a nível mundial
Austrália
Na Austrália, as rolhas de cortiça tem sido recolhidas e recicladas, desde 1992, pelas escuteiras Girl Guides, que angariam todos os anos mais de 30 toneladas de cortiça junto de amigos, hotéis, restaurantes, clubes e adegas. Este ano, os australianos serão encorajados a entregar as rolhas de cortiça usadas num "Clean Up site" local e a colocá-las em sacos de reciclagem de cortiça Guides Australia especiais. Para mais informações, visite www.guidesaus.org.au.

Alemanha
Para mais informações acerca das iniciativas de reciclagem de cortiça e dos pontos de recolha na Alemanha, visite a secção "Korken-Recycling" na página web do Deutscher Korkverband e.V.: www.kork.de/wsuak_recycling.htm

Bélgica
Para mais informações acerca da reciclagem de cortiça e dos pontos de recolha na Bélgica, visite a página web da organização Petit Liège. Entre 1997 e 2001, esta organização reuniu 15.820.000 rolhas de cortiça. Obtenha informações em francês, holandês e alemão em: users.swing.be/petit.liege

Suíça
A Association Suisse des Maîtres d'Hôtel Diplômés (ASMD), a Swiss Sommeliers e o Free Evergreens Sozialwerk Zürich criaram em 1993 uma rede pública de reciclagem de cortiça na Suíça. Segundo a Cork Collectors Society (CCS), são utilizados anualmente na Suíça cerca de 150 milhões de rolhas de cortiça, o que corresponde a algumas centenas de toneladas. Na realidade, é provável que a ASMD tenha sido a primeira organização europeia a desenvolver um conceito para a reciclagem centralizada de cortiça. Esta iniciativa contou com o apoio de 250 restaurantes e pontos de recolha de rolhas suíços. De acordo com a ASMD, a rede poderá brevemente vir a ser alargada. Quando a ideia foi posta em prática, o projecto foi alvo de ampla divulgação pelos órgãos de comunicação social suíços. Em 1995, a ASMD recebeu o Prémio para a Inovação em Questões Ambientais. No mesmo ano, foi fundada a Cork Collectors Society (CCS), uma sociedade privada. Para obter uma listagem completa dos pontos de recolha, designados por "Kork-Sammelstellen", contacte: Schweizerisches Korken-RecyclingZentrale für ASMD-SammelstellenWerdstr. 34CH-8004 ZuriqueTel: 0041 1/242 02 33Fax 0041 1/241 75 85ou visite www.asmd.ch/kork_sammelstellen.htm
Fonte APCOR

MOURINHO em defesa da CORTIÇA NACIONAL


José Mourinho, treinador do Chelsea, será o rosto da Campanha Internacional da Cortiça (CIC) no Reino Unido, que amanhã é apresentada em Londres e arranca esta semana com acções de publicidade na imprensa, outdoors e eventos orientados quer para o retalho quer para o consumidor. Mourinho surgirá em defesa da rolha de cortiça, que vem sofrendo os ataques dos vedantes sintéticos e capsulas de alumínio, e foi escolhido pela sua notoriedade no mercado inglês. O Reino Unido é apenas um dos três mercados definidos como prioritários pela Apcor - Associação Portuguesa de Cortiça nesta segunda edição da CIC, a par dos Estados Unidos e da Austrália. Haverá ainda algumas iniciativas em França e na Alemanha. O investimento total é de 3,2 milhões de euros, realizado em parceria com o ICEP no âmbito do Programa de Incentivos à Modernização da Economia, sendo que a participação privada é da ordem dos 30%.A Apcor não divulga, por razões de confidencialidade, o valor do contrato assinado com Mourinho. "Não podemos divulgar mas estamos convencidos que é um investimento com retorno efectivo levando a opinião pública inglesa a consumir mais cortiça", sublinha a associação. A intervenção total no mercado deverá abarcar cerca de um terço do investimento total da CIC. Ou seja, qualquer coisa na ordem de um milhão de euros. A comunicação será diferenciada por país para responder eficazmente às especificidades de cada mercado. No Reino Unido, "a comunicação dirigida ao trade divulgará todo o investimento realizado pelas empresas portuguesas em investigação e desenvolvimento, mostrando que a rolha de cortiça é para o vinho um sinal de qualidade e de diferenciação positiva", sublinha a Apcor. Já para o consumidor as mensagens terão por base os argumentos emocionais ligados ao ritual de abertura de uma garrafa. Nos EUA, o objectivo é provar aos produtores de vinho que a rolha de cortiça "é um produto de alta qualidade e insubstituível para o consumidor". Haverá, ainda, acções dirigidas a arquitectos e designers com a promoção da cortiça como material de construção. Na Austrália, a intenção é "promover as propriedades únicas da cortiça enquanto produto natural e ambientalmente sustentável".

Fonte : DN ONLINE

Rolhas de plástico no Vinho do PORTO?!?


OS PRODUTORES e industriais da cortiça, certamente acompanhados por muitos consumidores, descobriram e escandalizaram-se: há vinho do Porto à venda com rolhas de plástico."Fiquei genuinamente chocado", confessou, ao Jornal de Negócios, Sevinate Pinto, ex-ministro da Agricultura e actual presidente da Filcork, o novo órgão de cúpula representativo da fileira da cortiça.Em causa está um vinho do Porto da marca "Casa da Lousa", que pertence à Castelinho Vinhos, uma das empresas mais conhecidas do Douro e que foi recentemente adquirida pela Companhia Comercial de Vinhos do Porto (CCVP)."Começamos a utilizar vedantes sintéticos a pedido expresso de clientes do Reino Unido e da Alemanha, tendo havido alguns lotes desses vinhos que apareceram à venda no mercado nacional", confirmou João Prates, director de marketing da Castelinho.De qualquer forma, garantiu, "a nova administração da empresa decidiu já que, à excepção das encomendas para clientes específicos internacionais, passará a utilizar unicamente rolhas de cortiça nos seus vinhos".A preferência demonstrada por "quase todos" os seus clientes ingleses e de "alguns" alemães, que "nem sequer fazem parte" dos principais mercados da Castelinho, tem como objectivo eliminar de vez a possibilidade de existência do vulgarizado "gosto a rolha".O "Vinha do Tanque", um vinho tinto reserva do Douro, é outra das marcas da empresa que tem sido "excepcionalmente" vedado com rolhas de plástico. De resto, João Prates garantiu, sem pormenorizar, que a Castelinho "não é a primeira empresa a utilizar vedantes sintéticos no vinho do Porto"."O que existe é como que um engano do consumidor, na medida em que só se apercebe que determinada rolha é de plástico quando se abre a garrafa, sendo que todos os estudos internacionais demonstram que os consumidores finais de vinho preferem muito claramente os vedantes de cortiça", retorquiu o presidente da Filcork.Por outro lado, a utilização por empresa nacionais de vedantes sintéticos em vinhos de qualidade é vista por Sevinate Pinto como "uma afronta à posição estratégica do sector da cortiça em termos de importância económica, social e ambiental".Por isso é que a Filcork decidiu recorrer a Bruxelas, para que esta "tome as dores que a fileira está a ter". No caso concreto da informação sobre os vedantes, aquele organismo pretende que a União Europeia introduza no enquadramento jurídico europeu a obrigatoriedade de as garrafas de vinho produzido nos Estados-membros integrar, no respectivo rótulo, a identificação do tipo de vedante utilizado."Trata-se de uma tentativa de, pelo menos, obrigar os engarrafadores que queiram, a nível europeu, utilizar vedantes alternativos, a ter que exibir essa informação precisamente no rótulo", explicou Sevinate Pinto.Recorde-se que Portugal é líder mundial na produção (185 mil toneladas, correspondente a 54% do total) e em termos de área de floresta de cortiça, com um total de 730 mil hectares, ou seja, um terço da área mundial de montado.Em termos de exportação, o sector chegou a gerar 917 milhões de euros nos mercados internacionais, tendo atingido em 2004 o valor mais baixo dos últimos cinco anos. Mesmo assim, facturou no mercado exterior 873,6 milhões de euros.
Fonte: ICEP